domingo, 25 de abril de 2010

TEMPESTADES

Por TADEU ROCHA




O relâmpago e o trovão
Rasgaram a noite de repente
E num repente de luz e de grito
Acordaram o velho Chico
Que corria sonolento
Entre Juazeiro e Petrolina.

As cidades despertaram
Sob o metralhar das nuvens
Sob a dança dos raios
O Vento desafiou o Rio
Para um duelo medonho
Numa roda de capoeira.

Cavalos de fogo
Levaram toda inocência
A boneca largada na quina
É o fim da calmaria
Da rosa menina
Que hoje se faz mulher

E a tempestade do amor
Enfrentou a tempestade do céu
Os relampejos dos amantes
Entrelaçaram-se com os celestes
O trovejar ritmado
Dos corpos ardentes
Calou os trovões da noite

O desabrochar da rosa
No amanhecer culminou
E em momento de trégua
No céu e na terra
A calmaria retornou.

3 comentários:

  1. Uma poesia forte para descrever um momento estrondoso como deve ser a conjunção dos amantes

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  2. Bravo Tadeu. Deu saudades daquela região. Que você com seu belíssimo poema resgastou e me trouxe de volta com a força da Natureza de um poeta dos bons.

    Domingos

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  3. Grande Domingos. Valeu pelas palavras. É sempre bom ter o retorno de um poema por parte de um leitor. E quando esse leitor é tb poeta, torna-se melhor ainda. Valeu. E viva a poesia.

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