terça-feira, 8 de junho de 2010

DESTINO DO POETA

De Octavio Paz


Palavras? Sim. De ar
e perdidas no ar.
Deixa que eu me perca entre palavras,
deixa que eu seja o ar entre esses lábios,
um sopro erramundo sem contornos,
breve aroma que no ar se desvanece.
Também a luz em si mesma se perde.

(Trad. Haroldo de Campos)

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