domingo, 18 de julho de 2010

ALMA LIVRE

Desconheço a autoria, mas admiro este poema:


Nas ardentes solidões longíquoas
Que nenhum olhar humano jamais pôde descobrir
A luz, como se fosse uma noiva
Desce para as enormes núpcias com o mar

Contemplando-te, alma livre,
Penso que foi daquele divino consórcio que nasceste
Por isso trouxeste, em tua substância,
O impeto da revolta, a profundeza, a maravilhosa riqueza do mar
E a bravia, a pura, a imaculada unidade da luz.

PS: se alguém descobrir quem é o autor, gentileza informar para que eu coloque o nome. Acho que pertence a Gustave Kahn ou Julie Laforgue, mas não consegui confirmar.

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