sexta-feira, 23 de julho de 2010

LINHAS




As linhas das minhas mãos
Nunca me disseram nada
Talvez por nada terem a dizer.

A linha que segurava quando menino
Na outra ponta segurava um pássaro
Linha partida
Tornou o brinquedo mais pássaro ainda
Ave solta no azul
Liberdade querida.

Com a linha da vida
Faz bem tecer um pouco de fantasia
Como da linha do horizonte
São tecidas as manhãs
Tomar a linha do equador
E laçar nossos sonhos
Sem nunca esquecer do amor.

Tadeu Rocha

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