domingo, 18 de julho de 2010

MAU DESPERTAR

De Ferreira Gullar


Saio do sono como
de uma batalha
travada em
lugar algum

Não sei na madrugada
se estou ferido
se o corpo
tenho
riscado
de hematomas

Zonzo lavo
na pia
os olhos donde
ainda escorre
uns restos de treva.

2 comentários:

  1. Belíssimos esses dois poemas de Gullar, Tadeu!
    Abração!

    ResponderExcluir
  2. Sua presença em muito honra esse espaço meu amigo. Valeu. E salve a poesia!

    ResponderExcluir