terça-feira, 24 de agosto de 2010

IRMÃO



De GUSTAVO TISOCCO
Tradução de Antonio Miranda


Irmão,

a casa continua buscando recantos de luz.

Desfeitos telhados rompem o véu do luar

de distantes lembranças.

Se regressas, busca-me na cadeira de balanço do pátio

onde permanecem ilesas antigas inocências.



Irmão,

o caminho continua árduo e elevado.

As velhas carroças circulam com os sofridos operários.

No céu existem barriletes

com lembranças legendárias.

Se regressas, te espero na cadeira de balanço onde ainda restam

nossos risos interrompidos.



Irmão, se regressas torturado e derrotado

estarei no portão aguardando os passos.

Se não podes regressar,

se teus sonhos arruinaram,

se desapareceste detrás de um manto de ironias,

seguirei esperando-te na velha cadeira de balanço

onde não existem os olvidos.

Nenhum comentário:

Postar um comentário