quinta-feira, 23 de setembro de 2010

MAR...



De SANTIAGO RISSO



O mar

roupagem acesa

fulgor de ondas

labaredas

no horizonte

sigilosamente

no estio

poente em mim

frente

ao sol é um

lagarto

que derrama

suas manhãs

revolvendo-se

frente à luz

do tamis

ondeado em quietude

dançando ao vento

Meus olhos

caíram

para sempre

no mar

2 comentários:

  1. Bela escolha, Tadeu!
    Belíssimo poema, identifiquei-me com ele principalmente porque eu também amo o mar!

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  2. Carlos, o mar e seus mistérios sempre cativam. Valeu!

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