terça-feira, 26 de outubro de 2010

SOBERBA



De LIENTUR ESCOBAR PEÑA
Tradução de Antonio Miranda



Eu perdôo o pão que me negavas

mas cravo o martelo

o amor

que me escapa.



Não quero batalhas

de sangue

nem castelo de naipes.



Apenas busco

o veleiro onde o ar

é ar

e a onda

abano de sal

para espantar

minha calma figurada.





Não pude separar o sino de tua casa

do saguão sulino

de minha terra

então; ou tu vens

ou vais,

deixa-me

teu nome já me basta.



O telefone não responde

mas tua voz não reclama

—Amar assim é de néscios—

e não perdôo

as mentiras

que a covarde

dou migalhas.



Deus já sabe

quem engana.

Vales quanto vales

Honra sem Espada.

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