quarta-feira, 3 de novembro de 2010

Compartilhando pela segunda vez

Senti uma vontade imensa de publicar novamente esses dois poemas. Aos que já tiveram a oportunidade de ler, sejam tolerantes com esse Poeta Menor e rascunho de blogueiro que sou.





TEOLOGIA DA SECA



Irmão sede
Irmã fome
Teologia da seca
Anjos de ossos
Sem asas
Sem dentes
Seita sem nome

Oásis de caatinga
Missa de cactos
Cacos de esperança
Crença de sequidão

Sertão
Distância menor
Entre a terra e o sol
Assim diz meu cordel
Venha a nós o São Francisco
Como bolero de Ravel.

Tadeu Rocha



TESÃO DA TERRA


O relógio solar
Só marcava meio dia

A terra violentada pelo sol
Revoltada não produzia

O seu amor era o mar
Que pelo céu não descia

O seu tesão era beijo líquido
Que a nuvem não trazia.


Tadeu Rocha

5 comentários:

  1. Tadeu, mais uma vez, seja bem-vindo, muito bem-vindo!!! Amigos do Carlos Maia~são meus amigos também! Grandíssimo abraço! E olha, gostei tanto destes ddois poemas que publiquei-os no meu blog. Desculpe-me o pequeno delito poético... foi um furto por uma bela causa!

    Paz e Bem! Axé!

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  2. Poeta Luciana,

    Vc tem carta branca para publicar qualquer poema meu. Para mim é uma honra estar presente em seu blog. Saudade de Carlos Maia. Vou telefonar para ele e marcar algo. Forte abraço.

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  3. Ops, tô na área irmão. Beleza de poemas. Um grande abraço no coração alvirrubro e poético desse poeta maior e blogueiro de primeira.

    Domingos Duda Sabiá

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  4. Domingos,
    Valeu Domingos. E precisamos marcar um encontro, pra trocarmos umas boas idéias.

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  5. E então. É só marcar. Estou na área, se derrubar é Penalty, a nova patrocinadora do timbú kkkkk
    Abração.

    Dom Mingão

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