quarta-feira, 3 de novembro de 2010

ESTRELA MORTA



De Augusto Frederico Schmidt
Gentilmente enviado por Arsênio Meira Junior



Morta a Estrela que um dia, solitária,

Nasceu em céu sem termo.

Morta a Estrela que floriu nos meus olhos.

Morta a Estrela que olhei na noite erma.

Morta a Estrela que dançou diante dos nossos olhos,

A Estrela que descendo acendeu este amor

Morta a Estrela que foi para o meu coração,

Como a neve para os ninhos

Como o pecado para os santos

Como a ausência de Deus para os condenados.

(Canto da Noite, 1934)

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