segunda-feira, 10 de janeiro de 2011




A SOLIDÃO E A SUA PORTA
De Carlos Pena Filho

A Francisco Brennand



Quando mais nada resistir que valha
a pena de viver e a dor de amar
e quando nada mais interessar
(nem o torpor do sono que se espalha).

Quando, pelo desuso da navalha
a barba livremente caminhar
e até Deus em silêncio se afastar
deixando-te sozinho na batalha

a arquitetar na sombra a despedida
do mundo que te foi contraditório,
lembra-te que afinal se resta a vida

com tudo que é insolvente e provisóriio
e de que ainda tens uma saída:
entrar no acaso e amar o transitório

2 comentários:

  1. desculpe .. acho que houve uma modificação no fim.. não seria entra no acaso e amar o transitório?
    ou é uma intervenção/apropriação sua no poema de Pena Filho?

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  2. Prezado,

    Agradeço a observação. O final foi devidamente corrigido. Havia lido o poema em uma coletânea, no site do poeta Antonio MIranda onde consta "contraditório" ao invés de "transitório". Após sua pertinente observação pesquisei e fiz a devida correção. Mais uma vez, obrigado. E viva a poesia!

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