segunda-feira, 4 de abril de 2011




ANIL


Eu não sei de nada
Melhor dizendo
Não sei quase nada
Somente a verdade socrática
De que nada sei

Apenas lembro
Que abri a porta
Que ousei um ou dois passos
Que finalmente olhei para o alto
E me espantei

O céu não estava nublado
Nem tão pouco pálido
Estava anil
Como nunca havia estado

Não sei se foi esperança
Ou mesmo a própria alma
Mas desconfio que algo em mim sorriu

Tadeu Rocha

3 comentários:

  1. ANIL é um poema fotográfico, que capta esses raros instantes de epifania a nos encher infinitamente de felicidade com as coisas mais comuns.
    Felizes os que têm olhos de enxergar a alma do Tempo!

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  2. Ah, Tadeu, estou precisando de um anil deste.
    Bom final de semana pra ti.
    Abração.
    Magna

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  3. Hérlon, visitei teu blog e gostei muito. Deixei um comentário no conto "O outro lado do espelho". Valeu pela visita. Magna, um bom final de semana pra ti, com céu de anil ou mesmo com um arco-íris de esperança.

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