sábado, 9 de abril de 2011




PS: Cliquem na imagem para ampliá-la e o resultado será positivo. O poema de Gullar é de 1954, embora só tenha lido em 2010. O poema protesto é de 1989.

8 comentários:

  1. Não sei comentar poemas, sua estética, sua forma...só sei dizer o que sinto com eles ou através deles.
    E o teu me deu vontade de lê-lo de pé.
    Abração.
    Magna
    Obs.:em 89 eu estava na Unicap, ralando e também indo ao êxtase nas sextas-feiras com o MPB-Católica. Não escrevia nada que prestasse, só as provas mesmo e algumas cartas de amor, claro.

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  2. Grande Magna, estive na Unicap entre 89 e 92. Depois abandonei economia. Após tanto tempo, fiz vestibular em 2010. Aproveitei todas as disciplinas. Faltam agora monografia e econometria. Bom ter vc por aqui. Feliz tudo!!!

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  3. Magna deu a dica, E eu vim.Enxerido.E que poema!

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  4. Valeu grande João. Você e Magna enriquecem este humilde espaço. E é sempre bom trocar idéias com amigos.

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  5. Grande Tadeu, te mandei uma e-mail. Vou compartilhar com os amigos aqui a ideia que faço do movimento croncretista, vez que os poemas postados pertencem à categoria artística citada.

    "Dois poemas ligados (na forma) pela ideia seminal do Movimento Concretista.

    O de Gullar - famoso por ter sido um dos seus primeiros poemas publicados no histórico suplemento cultural do Jornal do Brasil e também por marcar a adesão dele ao movimento deflagrado por Pignatari, Haroldo e Augusto Campos; e a sua composição, cuja estrutura é idêntica, embora a mensagem seja diametralmente oposta, mas legítima, posto que em defesa da Poesia.

    E aqui estabeleço um diálogo com você, e os demais amigos.

    A vanguarda mais prestigiosa do Brasil - acho eu - foi o Concretismo.
    Lançado em 1956, chegou logo querendo desnaturar o indestrutível, com a afirmação típica da arrogância das vanguardas, de que considerava acabado o ciclo histórico do verso...

    O extraordinário nessa premissa, que ecoou bombástica, é que nos anos imediatamente anteriores a 1956 haviam sido lançados - pelo menos - três monumentos da literatura brasileira em versos, Claro Enigma, de Carlos Drummond de Andrade, Invenção de Orfeu, de Jorge de Lima, e Romanceiro da inconfidência, da nossa diáfana Cecília Meireles.

    Capitaneado por três paulistas (os já citados irmãos Campos e Pignatari), o Concretismo laçou os cariocas José Lino Grunewald e Ronaldo Azeredo (ambos jornalistas e editores - salvo engano - do citado suplemento cultural do JB, cujo palco foi franqueado ao Concretismo. José Lino e Ronaldo foram as primeiras amizades feitas por Gullar no Rio de Janeiro).

    Manuel Bandeira, espécie de patriarca (com todas as honras) da poesia brasileira na época, compôs alguns petardos concretos, aliás bem interessantes, e assim como Ferreira Gullar, e Cassiano Ricardo, com sua eterna atração por todas as novidades, flertou vivamente com o movimento, até ser chamado num canto por Drummond (que arriscou com mais desconfiança apenas um ou dois poemas quase concretos, mais como um experimento mesmo do que propiramente aceitação), para numa conversa franca expôs ao São João Batista do Modernismo que aquele lance não calhava com ele.

    Sem entrar no mérito do maior ou menor valor das realizações do Concretismo, sempre o considerei um ramo das artes visuais, não da literatura. Isto pra mim ficou cada vez mais claro na medida em que percebi - como leitor - o advento da arte conceitual e a utilização de palavras nas obras de artistas plásticos.

    Uma composição que me agrada, aliás, que eu gosto, é o famoso "Coca-cola", de Décio Pignatari. Notem que me referi a uma composição artística, porquanto muito mais perto do cartazismo, ou de qualquer forma de arte visual, do que da Poesia.

    Se a ação dos Concretistas enquanto críticos - com revisionismos às vezes acertados, às vezes lamentáveis - e como tradutores - Augusto de Campos é considerado até pelos desafetos como um dos mais brilhantes tradutores de poesia no Brasil - pertence ao campo literário, a chamada poesia concreta se insere, na minha opinião, à história das artes visuais brasileiras da segunda metade do século.

    Bom final de semana pras vocês. Vamos descansar da labuta...
    Abraços fraternos

    Arsenio Meira

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  6. Arsenio,

    Li seu email e ia responder hoje. Aproveito para chamar a atenção para alguns detalhes da estrutura dos dois poemas. Os chamados "versos por ecos" eram versos que podiam ser lidos na vertical e na horizontal. Tanto no poema de Gullar como no meu, os versos podem ser lidos na horizontal, na vertical e também na diagonal. O que não me agrada(va) nos poemas concretistas era sua "subjetividade" ao extremo, a preocupação mais com o visual, dai vc tem sua razão em classificá-los como um ramo nas artes visuais. A partir do meu primeiro poema concretista, tentei priorizar primeiro a "objetividade", o verso em si, para depois a forma. Haroldo Campos acerta ao dizer "navegar é preciso". Mas navegar em todos os mares e rios...sem fronteiras...pois sem fronteiras a criatividade e a poesia bailam em harmonia.

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  7. É verdade, amigo.
    Muros não cabem em poemas.
    Fronteiras também não.
    Bom poder externar o que eu pensava.
    Sobre os poemas dito concretos, o de Gullar e o seu, digamos que os classifico como neo concretos ou reflexos mitigados do movimento.

    O poema de Gullar eu já conhecia, e a leitura também. O seu, por vociferar contra as panelinhas literárias e consequentemente contra os hipócritas escrivinhadores, ganha ares de legitimidade incontestes.

    Abraços

    Arsenio

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  8. E, neste domingo preguiçoso, eu fico aqui quietinha a aprender com os poetas.
    Maravilha!
    Abraços.
    Magna

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