terça-feira, 26 de abril de 2011



MEUS VERSOS


Não há profundidade em meus versos
Quem procura um poema que seja mar ou rio
Deve buscar em outros poetas
Meus versos são rasos

Em pé jamais alguém se afogará em minha poesia
Será preciso deitar-se sobre o poema
Para que os versos inundem sua alma

Não há profundidade em meus versos
Mas neles me afogo a cada dia


Tadeu Rocha

2 comentários:

  1. Ah, Tadeu, talvez isto tu não possas julgar: profundidade. Deixa para quem lê este "trabalho". Talvez alguém suficientemente raso ou profundo, melhor dizendo, alguém num momento raso ou profundo. Quem sabe. Às vezes deitamos para ler um poema, às vezes ele nos convoca a estarmos em pé, mas um poema, um bom poema sempre invade nossa alma.
    Resta mesmo ao poeta afogar-se e ser resgatado em todos os poemas, como tu bem expressaste.
    Abração.
    Magna

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  2. Grande Magna, a poesia se revela de várias formas. Há algum tempo me veio essa imagem. A poesia como veia d´água...um riacho...e o poeta/leitor deitando-se voluntariamente sobre o poema...e afogando-se...para renascer e novamente se afogar...fênix das águas....Mas vc acerta qdo diz que o poema às vezes nos convoca a estarmos em pé. Não há absolutismos nem para a poesia nem para o poeta. Há momentos de mistérios....há momentos de clareza. E viva a poesia!

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