sexta-feira, 23 de setembro de 2011

Magna transborda poesia e generosidade





Na jaqueira, poetas soltam flamas com as línguas.
Sorrisos e lágrimas se misturam em nome da poesia.
Na Jaqueira, um certo Carlos Maia acreditou perante as flores
E jurou, Em nome do bem-te-vi, que nunca desistiria.
Nos céus da Jaqueira, do Recife,
Novas estrelas nasceram só para verem os poetas.
Só para verem.
E viram!

Magna Santos

A revolução que se faz sem poesia, não é revolução, é palavra morta. Por isso que até hoje só um Revolucionário sobrevive, apesar dos 2 mil anos passados.

Magna

quinta-feira, 22 de setembro de 2011

Os revolucionários





No teatro Guararapes
Os Beatles dividem o palco com Chico Science e Nação Zumbi
A procura de um novo som
Estranha e deliciosa mistura entre besouros e caranguejos

Na Olinda das catedrais
Em um culto ecumênico
Disfarçados no último banco
Freud e Darwin elaboram novas teorias
Enquanto Lutero prega suas novas ideias
Nas portas dos templos

Longe do olhar intrometido de Keynes
Na praça 13 de maio
Marx e Lenin jogam xadrez
Tramando uma nova revolução

No teatro Santa Isabel
Numa semana de arte pós_ moderna
Os Andrades, Bandeira, Cassiano e Cabral
Fazem o mundo tremer
Cubistas, dadaístas e surrealistas
Ainda chegam de todos os cantos
Como será a nova poesia?

Tadeu Rocha

terça-feira, 20 de setembro de 2011

Domingos Sávio: Talento!




Os rios vão prateando suas curvas
com os faróis que nas ruas servem de alento aos solitários
As praças vão ficando sozinhas,
com suas árvores respirando conforto
pela ausência dos homens.
As ruas vão ficando mudas em conversas imagináveis
com os sinais de trânsito,
abertos ao nada e a ninguém.

Domingos Sávio

Carlos Maia: Talento!




A realidade que eu vejo
Não serve para explicar
O que eu sinto.
Quero um milhão de sóis
De Van Gogh
A brilhar entre os corvos
Quero luas girando
Num campo de trigo
Quero a mais louca
Paz
De quem descobriu
Sua essência.
Num mundo de robóticos
E que só dizem
Sim
Eu quero ser
A placa de contramão!

Carlos Maia

Geraldo Maia: Talento!

sábado, 17 de setembro de 2011

Carlos Maia Convida!




Recital "Poetas aniversariantes do mês"

No dia 24 deste mês, um sábado,
a partir das 16 h,
haverá um recital poético
no Parque da Jaqueira
(entrada principal para
nos reunirmos,
depois escolheremos
um local mais bucólico
entre as flores e os pássaros).
Serão homenageados
os poetas que fazem
aniversário este mês (1/2 hora)
e depois mais 1/2 hora livre.
Já está confirmada a presença
do grupo de poesia
"O Grito"
(Aldo lins, Carlos Maia, José Evangelista,
Pollyanne, Carlos Ivan Almeida, Gizele Tavares e Aline Silva)
Confirmada a presença também dos poetas Domingos Sávio,
Tadeu Rocha, João Carlos de Mendonça, Arsênio Meira Filho,
Edgar Mattos, André Gustavo, Luciana Cavalcanti e
Bernadete Bruto.

Carlos Maia


Em Tempo

De tanto esmurrar o vento
Sangrei os meus punhos, perplexo!
Mas o verdadeiro absurdo
É estar partindo sem você

Se hoje a aventura nos parece comédia
Amanhã a saudade nos tece um drama
- Motorista! Esqueça o aeroporto...

Tadeu Rocha

PS: Sonhei declamando este poema. Não sou de declamar e nunca havia sonhado com um poema meu. Por isso resolvi publicá-lo novamente.

quinta-feira, 15 de setembro de 2011

Poema de Murilo Mendes





Murilograma a Graciliano Ramos

1

Brabo. Olhofaca. Difícil.
Cacto já se humanizando,

Deriva de um solo sáfaro
Que não junta, antes retira,

Desacontece, desquer.

2

Funda o estilo à sua imagem:
Na tábua seca do livro

Nenhuma voluta inútil.
Rejeita qualquer lirismo.

Tachando a flor de feroz.

3

Tem desejos amarelos.
Quer amar, o sol ulula,

Leva o homem do deserto
(Graciliano-Fabiano)

Ao limite irrespirável.

4

Em dimensão de grandeza
Onde o conforto é vacante,

Seu passo trágico escreve
A épica real do BR

Que desintegrado explode.

(Roma, 1963)


Ps: A Primeira foto é de Murilo Mendes e a segunda de Graciliano Ramos

sábado, 10 de setembro de 2011



Em 26 de agosto de 2008, uma semente brotou. Nasceu o blog Sementeiras, que este ano completou seu terceiro aniversário. Ainda que tardiamente(embora nunca seja tarde para comemorar com os amigos), presto uma homenagem publicando o primeiro poema do Sementeiras. Parabéns Magna.


Aprendiz

Ah, um dia de semente é tudo o que se quer...
Terra molhada
Sol a aquecer
Tempo a trabalhar

Deveras o tempo nos ajuda
É fato
Deveras ele nos atrapalha
Quando queremos

Há tanto a se aprender
E muito a se calar...
Como uma verdadeira semente

E assim ficarei nesta sementeira
Criada em dia de lua
E noite de vento

Sou aprendiz
Neste espaço que ainda desconheço
Mas experimento
Sem pretensão

Em meio ao plural
Me singularizo
Sacudo minhas mãos
E torno a sujá-las
Graças a Deus
Que Ele me ensine, então, mais uma vez.

Obrigada, Senhor, por tudo
E abençoe a todos que por aqui passarem.

Magna Santos