quinta-feira, 22 de setembro de 2011

Os revolucionários





No teatro Guararapes
Os Beatles dividem o palco com Chico Science e Nação Zumbi
A procura de um novo som
Estranha e deliciosa mistura entre besouros e caranguejos

Na Olinda das catedrais
Em um culto ecumênico
Disfarçados no último banco
Freud e Darwin elaboram novas teorias
Enquanto Lutero prega suas novas ideias
Nas portas dos templos

Longe do olhar intrometido de Keynes
Na praça 13 de maio
Marx e Lenin jogam xadrez
Tramando uma nova revolução

No teatro Santa Isabel
Numa semana de arte pós_ moderna
Os Andrades, Bandeira, Cassiano e Cabral
Fazem o mundo tremer
Cubistas, dadaístas e surrealistas
Ainda chegam de todos os cantos
Como será a nova poesia?

Tadeu Rocha

2 comentários:

  1. Poderias incluir, Tadeu: na jaqueira, poetas soltam flamas com as línguas. Sorrisos e lágrimas se misturam em nome da poesia. Na Jaqueira, um certo Carlos Maia acreditou perante as flores e jurou, em nome do bem-te-vi, que nunca desistiria. Nos céus da Jaqueira, do Recife, novas estrelas nasceram só para verem os poetas. Só para verem. E viram!
    A revolução que se faz sem poesia, não é revolução, é palavra morta. Por isso que até hoje só um Revolucionário sobrevive, apesar dos 2 mil anos passados.
    Abraço fraterno, amigo.
    Magna

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  2. Até em comentário vc faz poesia. Virou post. E dos bons.

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