sexta-feira, 13 de janeiro de 2012




Busca

Quantas portas terei que abrir
Para encontrar o que de mim perdi?

Quantas estradas tortas
De paisagens magras
Ou florestas gordas
Terei que desbravar
Para encontrar o que de mim escapou?

Minha arca está vazia de corvos e pombas
Que se perderam no mar
Ou se esqueceram de mim quando pousaram no paraíso
Quantos mensageiros ainda terei que enviar
Para poder segurar um ramo de oliveira?

Visitar velhos fantasmas
Em mil noites de angústia
Quantos porões terei que rever
Para encontrar o que deixei fugir?

Profetas embriagados apontam todas as direções
Estrelas etílicas cruzam o céu em resposta
Um carnaval inesperado invade minha mente
E eu corro atrás do bloco da saudade

Quantas vezes terei que me encontrar
Para novamente me perder
E de novo me buscar?

Tadeu Rocha

3 comentários:

  1. Não sei, não sei, não sei. Só sei que a busca já vale a pena.
    Abraço, amigo.
    Magna

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  2. Valeu Magna. Espero que tenha aproveitado muito o paraíso de Carneiros. Felicidades.

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